quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ainda preciso de você por perto

Que se foda o que os outros vão dizer, se eu for condenada a mil julgamentos por fazer o que me traz paz ou qualquer coisa semelhante. Quando o assunto é você, geralmente acabo desviando o caminho pra ser diferente, e não me arrependo disso.

Eu tomei um imenso e legendary tombo quando pensei em nunca mais ficar por perto. É, querido... Às vezes mordemos a própria língua e nem sequer sentimos. Não adianta cuspir palavras da hora da raiva, e você tinha razão - e devo confessar que mais razão do que o meu orgulho ferido poderia pensar em te ceder. É preciso repensarmos pra finalmente alguma conclusão dar certo.
Ainda preciso de você por perto, e talvez 1% dessa necessidade toda não seja apenas precisar, mas querer. É que não imagino passar por você na rua e não poder te dar um abraço. É que tenho medo de que um dia me esqueça. Fico louca só de pensar em ser uma pessoa ruim do seu passado quando tudo isso ficar pra trás.

Eu ainda preciso de você.
Não.
Eu ainda te quero por perto.
Não.
Eu nunca te quis longe, e obrigada por não ir embora, ou pelo menos tentar ficar.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Talvez a melhor lembrança

Desculpe, já passou da meia noite mas ainda não é tarde demais. Preciso correr antes que seja duas da manhã, pois sabemos o que isso significa.
Só bateu uma leve impressão da leveza que você sempre trouxe e continua trazendo pra minha vida, mesmo em circunstâncias diferentes. Você involuntariamente me faz querer lembrar das coisas boas, e com a mais absoluta certeza elas anulam as ruins.
Eu nunca soube lidar com finais de maneira saudável e leve, mas até nisso me esforcei para ser diferente dessa vez.

Assisti pela segunda vez todos os episódios de HIMYM, desesperada por lembranças boas, recuperar frases, ou apenas tentar ver o lado do que acontece na série que eu não quis concordar de jeito nenhum da primeira vez... E lendo um artigo aleatório hoje finalmente entendi. Me desculpe de novo, porque a essa altura não sei bem o que concluí, mas posso dizer que aceitei e fiquei feliz por Ted e Robin estarem juntos. É que o tempo não destruiu o que era pra acontecer.

Com a leveza que Mosby deve ter sentido quando com muito custo se despediu do relacionamento com Scherbatsky pela primeira vez - e depois soube que era o melhor pra tudo continuar de pé - eu deixo que meu coração sinta o mesmo. Não adianta querer furar as pedras com água, pois sabemos onde isso nos leva.

Sempre temos dois caminhos para seguirmos diante de uma decisão: o correto (que nem sempre é indolor) e o errado (que com certeza nunca nos dá paz).
Pela primeira vez escolho o correto diante dessa situação... E agradeço. Agradeço por ser minha melhor lembrança, alguém que amo e posso lembrar com uma saudade boa e que ainda desejo manter por perto. Manter sempre por perto.
Abrir mão de certas coisas nos fazem evitar estragos maiores, e nada como o velho e bom colírio da dança dos dias nos mostrar isso.❤

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Rota de fuga

Só estou arrumando um jeito de traçar uma rota de fuga para que tudo o que eu sinto, toda vez que a saudade vem a tona, ter pra onde ir. Não posso esconder tudo de uma maneira simples, então, é preciso ao menos tentar fugir (a tentativa quase sempre é falha).
Não foi uma vez. Talvez duas, três, ou eu já tenha perdido a conta de quando perdi o controle da situação. Quantas vezes mesmo eu tentei me convencer que tudo o que aconteceu foi apenas pro bem? E então segui por algumas horas, um período escrotinho que nunca dura muito, porque alguma notificação das minhas redes sociais vai fazer o papel perfeito de notificar que você ainda existe. Que você ainda continua vivendo a sua vida, e só quem parou no tempo fui eu. Que talvez você esteja vivendo um novo amor, e eu continuo sentindo o mesmo de antes. Que eu sou a pessoa mais substituível possível... e quem me dera poder dizer o mesmo.
Essa rota de fuga é com destino a um lugar que criei em minha mente, onde eu posso ver uma foto nova e ficar feliz por isso, ou olhar pras nossas recordações e fotos na minha caixinha e chorar de saudade por algo que foi bom, e ser grata pelos momentos que pude viver com você. Nesse caminho também posso ver publicações suspeitas, e achar que são apenas músicas e que não há mais ninguém... porque posso confiar quando me disse que sem ninguém seria melhor, e pegar o metrô do lado errado a vontade porque você está lá pra rir de mim, e me guiar pro lado certo.
Logo tudo vem a tona. Me pego pensando em mais coisas do que deveria, e sinto muito por não mais fazer parte da sua vida. Mas você ainda faz parte da minha.
Precisei escrever aqui o que com certeza seria mais uma carta. As palavras gritam.


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Eu não quero mais sentir saudade

Queria desabafar sobre coisas que talvez um dia você leia e entenda.
Queria dizer  que tem sido difícil  abrir mão do que eu prometi pra mim, pois abrir excessão nem sempre é a coisa mais fácil a se fazer. Eu prometi, fiz um voto selado pela minha própria  desistência de que meu coração havia sido fechado pra balanço. Eu andava meio sei lá, nem aí pra vida ou pra alguém... a ausência da saudade e do querer estar perto.  Os conflitos gerados dentro da minha própria mente já  haviam me conduzido  pra um caminho onde nada mais importava além da minha vida, da minha felicidade, do meu umbigo, das minhas necessidades. E ai... você chegou.
Gostaria de dizer que chegou do nada, que em um dia chuvoso você apareceu na estação de metrô, olhei pra você e sabia que você era o que eu procurava (ja conhecemos essa história, que é linda, mas não é nossa). Posso dizer que chegou de repente, me fez dar boas risadas mas a princípio não era o meu motivo. Precisei quebrar a cara algumas vezes, mesmo depois de te conhecer... até porque a gente mal se olhava, mas acho que isso não vem ao caso agora. Eu não sei bem ao certo quando resolveu ficar na minha vida, só sei que tive certeza que te queria do meu lado no momento que precisei de você, pude chorar, e quando me abraçou parecia que toda a dor tinha aliviado, o mundo parado e eu tinha você ali comigo pra me dar a mão.
Em vários momentos a vida mostrou que você era a pessoa certa, e mil motivos me fizeram insistir, ficar por perto até quando o mundo me revirava e dizia pra eu não estar lá. A felicidade e todo o amor eram intensos demais pra largar. Era difícil demais pensar em ficar longe por 1 semana... e agora faz 1 mês.
Estamos distantes há tantos dias que me parece uma eternidade. Onde havia riso, há silêncio. No lugar das mensagens apaixonadas, agora não há mais nada. As cartas nunca entregues, as lembranças mais estranhas foram todas guardadas naquela lata e de lá não podem sair mais. Eu não ousei abri-la. Os planos? Vejo que eram só meus. As tentativas frustradas.
E pra onde vai tanto amor agora? E tudo o que eu sinto e você jamais seria capaz de ver?
Eu não quero me livrar, mas nutrir algo que só me destrói é doentio.
Eu sinto sua falta, mas há partes de mim que não podem negar que depois de tantas coisas me recompus e estou melhor assim.
Eu sinto sua falta, mas eu também existo e sinto saudade de mim, de quem eu era antes de toda essa confusão.
Eu não quero mais sentir saudades.
Estou desistindo de você, e investindo em mim. 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Do amor não sobra muito quando acaba

Desmistificando aqui o mito de que quando acaba o relacionamento, significa que o amor se foi.
Apesar de não sobrar muito do amor quando tudo acaba, o pouco que ainda resta (aquele fio milimétrico de nostalgia e esperança) já basta para ser grande coisa. E esses pedacinhos doem, ardem, é como sal na ferida. É estar em uma festa e tocar uma música que te toca o coração, é sentir o sabor de algo, é simplesmente sonhar com qualquer coisa que desperta tudo aquilo que nunca dormiu ou desapareceu.
Do nosso amor, se é que posso chamar de nosso, sobraram dois pedaços: aquele que sente saudade, e aquele que gostaria de ter te perdido. É difícil admitir, assumir o erro e dizer que também errei. Eu juro que se isso te fizesse me ouvir, aceitar minhas desculpas, tentar esquecer tudo o que de errado nós fizemos... Talvez eu assumiria a culpa até pelos seus erros.

Algumas coisas são distantes demais, só que nunca perco a fé no amor, ou talvez nos pedaços que sobraram. Que seja lá o que for, só gostaria de fechar os meus olhos enquanto ouço essa música, e conseguir não me lembrar da maneira como lembro. Gostaria também de não mais sentir da maneira que eu sinto, que todos os dois pedaços que ainda restaram não passam de restos de um passado que já foi vivido e deve ser deixado para trás.

Você pode conhecer outras pessoas, e eu também... Mas o que está guardado entre essas letras só duas mentes sabem traduzir. 

domingo, 3 de janeiro de 2016

Ego-conto: isso é apenas sobre mim

O que saber sobre mim? 
10 de maio, 1994. Não, eu não sei se era uma tarde quente, fria ou chuvosa. Apenas nasci, e trouxe algumas alegrias, e consequentemente, responsabilidades para meus pais.
Nasci pequena, cresci alguns centímetros e aqui estou: 1,52. Cabelos pretos, olhos gigant...
Chega, esse não era o intuito da postagem.

É sobre me conhecer da forma que nem eu me conheço. Aqueles pequenos e meros detalhes que fazem toda a diferença, mas só o outro pode notar. Uma vez, um ex namorado listou 4 manias minhas que ele dizia me tornar única (pelo menos pra ele). Então, vamos lá:

1- a maneira como eu rio quando estou nervosa/com vergonha: parece que alguém está contando piada com uma faca na mão me obrigando a rir. (nunca entendi direito, talvez, um dia façam um vídeo quando perceberem esse meu estado, porque gostaria de verificar) ;

2- comer pizza começando pela borda. "Gray, porque você começa pelo que deveria ser o fim?";

3- os extremos gostos musicais, quando foi notado a presença de Falamansa e Lacuna Coil na mesma playlist;

4- minha coleção de coisas inúteis (tampas de cerveja, papel de bala, canetas vazias, etc).

Não, isso não me faz "diferentona". Cada um tem um ponto de vista sobre cada pessoa que observa. E qual é o meu sobre o meu próprio ser? É que ainda não me descobri. Tenho tantas partes a serem desvendadas, forças a serem medidas e testes de resistência.
Eu sou alguém, disso sei com certeza. Possuo um rg, certidão de nascimento, cadastro de pessoa física e sonhos intermináveis que traçam o meu nome. Eu sou alguém, disso não tenho dúvidas.
Mas quem é esse alguém?
Fica a dúvida.