quinta-feira, 23 de março de 2017

A saudade é de alguém, não de você

Quando a gente se acostuma a se relacionar com uma pessoa, o término pode dar aquela amostra grátis do fim do mundo: a gente acha que pode até morrer de amor e de saudade (morre nada, linda! Tô vivíssima), que nunca mais vamos encontrar alguém "que te entenda, complete e blablabla".
A verdade é que isso é tudo lorota. Existem 63764874638263828473737382482 pessoas no universo, e com certeza alguém melhor (ou quem sabe até um sósia) você vai encontrar. 
A gente fica na bad por dias, meses, emagrece, tenta ficar mais bonita pra ver se aquele "the one" volta.  Mas vou te dar uma triste notícia: ele não volta. Não volta porque se acabou de um jeito trágico, nem deve voltar, e se voltar vai dar merda! A gente também acha que o mundo vai acabar, mas não acaba (não por causa de um boy). 
O que eu já percebi é que depois de um tempo a gente não sente falta daquela pessoa em especial: a falta é de ter alguém, quem sabe até melhor. Alguém pra te acompanhar e dividir o fardo, pra deixar tudo mais leve.
É bom saber que quando o dia acabar temos alguém pra nos ouvir, para ouvirmos e compartilharmos tudo. A vida fica mais fácil, parece. E uma hora você acha. 
Então já que talvez tenha entendido agora que você sente falta de alguém e não de quem te deixou pra trás (e que você deve deixar também), abra os olhos e veja qualidades nas pessoas ao redor. Permita a presença de outras pessoas na sua vida, diferentes do que você está acostumada, diferentes de quem não está mais com você. 

Deixe para trás quem já não está aqui. 
Se permita explorar a felicidade de novo.
Floresça.