sábado, 28 de maio de 2011

Sweety goodbye.

E eu não te olhei, apenas sussurrei seu nome, como sempre faço. A sua alegria sempre pra me receber, seus pulos de felicidade (ou parte da sua euforia eterna) estavam presentes à minha espera. E então sussurrei seu nome. E agora rezo para que esteja tudo bem em sua nova morada.  E então eu estremeço ao pensar na sua ausência, e que todos os dias no meu retorno ao lar (que foi seu um dia, ou até poucos minutos atrás) você não vai estar me esperando. E tudo isso por um coração frio e egoísta, que mal pode pensar na falta que irá me fazer. E logo nessa semana em que tudo está tão.. tão frio. Eu queria você aqui pra te dar um último abraço, brincar de te provocar só mais uma vez. E também ter visto você hoje de manhã correndo atrás das pombinhas na rua. Espero que possam te amar do mesmo jeito.


Adeus, meu menino

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Decomposição.

Evaporando, ou decompondo-se? E como uma pedra rolando no asfalto, o movimento sem fim e nada vai te perceber no meio do caos. Era assim que aquela pequena garota pensava sobre sua vida: oculta. Tentava desmembrar a dor, e dividi-las como parcelas. Grandes metáforas envolvidas, calafrios e o desejo de fuga.Fugir nunca fora a melhor opção, mas agora era um convite tão tentador. Sua atual situação não era nada agradável: de lado uma amizade, e do outro um coração em jogo. Não sabia o que fazer, tentava encontrar em qualquer lugar uma solução ou sugestão do que poderia ou não fazer em meio ao caos que estava vivendo, em meio à furia vinda de um corpo machucado. Palavras pareciam navalhas, que cortavam-na e jorrava tudo o que havia dentro dela. O desespero ia chegando aceleradamente, com o seu sorriso descontrolado, que não sabia mais a hora que deveria surgir em seus lábios. Palavras nada agradáveis eram dirigidas, mas nada controlava sua mente a ficar desesperada como seu corpo mostrava. Sua mente continuaava no mesmo lugar, mesmo sem saber qual era esse mesmo. Teclas, carros, fumaça, ar, ciscos, olhos, gotas, pingos, rodas, carros, asfalto, terra, areia, luzes... ela estava perdida em um universo de repente desconhecido, e então estendeu a mão para que pudesse ser levada à outro canto. Parou, chorou. Tentou escutar do fundo de sua alma a voz que lhe dizia: tente. Parou, chorou. Cansou de ouvir aquela voz que só a desesperava. Chorou, parou. Correu, correu e dormiu. Acordou e ainda não teve respostas sobre todos os problemas que ainda são vivos e emergentes. Dor. Sua única certeza. Amanhã: seu único medo.

domingo, 8 de maio de 2011

Bem aqui.

Sem sentido, e procuro alguma esperança de sobrevivência em um fundo prateado ou alguma fumaça que alivie esse sufoco. E todas as correntes que prendem a minha mente, e o esquecer de respirar quando algo me ataca. Essa falta dos meus componentes perante todos esses problemas trouxeram esse distúrbio incessante. Me lembro de todos os meus distúrbio dos 13, e que consegui superar.. ou então só mascarei por um tempo. Minha doença eu curei, mas e os traumas de toda a minha vida? Falar e ter alguém pra ouvir de modo técnico nunca adiantou nada. Sem contar o que eu tenho receio em dizer por ser ridículo demais pra qualquer um além da minha mente processar. E se eu entendesse 10% de toda essa loucura que é a vida, seria o bastante para tornar minha vida sã. Já que isso é impossível, continuo a tratar tudo como o estranho, e sentir-me um ser superior, mais um ser incompreendido pelo restante não-pensante de toda a face da Terra.

terça-feira, 3 de maio de 2011

E talvez o desespero sej a arte dos abandonados. Ou então, faça sentido só para aqueles que sentem. E que se dane o mundo enquanto eu estiver perto de você.. sim, eu já disse isso em frente ao espelho tentando me convencer de que não me sinto mais sozinha. É loucura tentar me enganar, e passar por cima de todas as evidências que um dia irão me destruir, como fazem agora. Em minha imaginação queria tornar você uma pessoa melhor, uma pessoa com esperanças, sanidade e amor. Mas a única coisa que minha mente consegue processar sem falhas é sua imagem atual: desesperadora. Sinto vontade de te ligar, de perguntar como posso ajudar a melhorar, mas sei que essas horas sua mente está vaga em algum lugar da Babilônia, a sua Babilônia, seu espaço sem acessos. Eu desejo salvação. Liberte-se das suas correntes que prendem suas memórias e as torturam. Paz para cada milímetro do seu corpo... e alma, alma para aqueles que te acompanham.