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Decomposição.

Evaporando, ou decompondo-se? E como uma pedra rolando no asfalto, o movimento sem fim e nada vai te perceber no meio do caos. Era assim que aquela pequena garota pensava sobre sua vida: oculta. Tentava desmembrar a dor, e dividi-las como parcelas. Grandes metáforas envolvidas, calafrios e o desejo de fuga.Fugir nunca fora a melhor opção, mas agora era um convite tão tentador. Sua atual situação não era nada agradável: de lado uma amizade, e do outro um coração em jogo. Não sabia o que fazer, tentava encontrar em qualquer lugar uma solução ou sugestão do que poderia ou não fazer em meio ao caos que estava vivendo, em meio à furia vinda de um corpo machucado. Palavras pareciam navalhas, que cortavam-na e jorrava tudo o que havia dentro dela. O desespero ia chegando aceleradamente, com o seu sorriso descontrolado, que não sabia mais a hora que deveria surgir em seus lábios. Palavras nada agradáveis eram dirigidas, mas nada controlava sua mente a ficar desesperada como seu corpo mostrava. Sua mente continuaava no mesmo lugar, mesmo sem saber qual era esse mesmo. Teclas, carros, fumaça, ar, ciscos, olhos, gotas, pingos, rodas, carros, asfalto, terra, areia, luzes... ela estava perdida em um universo de repente desconhecido, e então estendeu a mão para que pudesse ser levada à outro canto. Parou, chorou. Tentou escutar do fundo de sua alma a voz que lhe dizia: tente. Parou, chorou. Cansou de ouvir aquela voz que só a desesperava. Chorou, parou. Correu, correu e dormiu. Acordou e ainda não teve respostas sobre todos os problemas que ainda são vivos e emergentes. Dor. Sua única certeza. Amanhã: seu único medo.

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