domingo, 13 de setembro de 2015

Perdi as contas de quantas vezes disse adeus.

Parece covardia não querer encarar a realidade: você se foi e não quero admitir.
É que um pedaço me falta, e eu não posso ver esse pedaço tão meu preenchendo outros quebra-cabeças que já foram preenchidos por tantas outras peças. É que não consigo ver uma peça única sendo tratada como outra qualquer, mas você insiste, porque é isso que você quer.
A cada noite uma nova tentativa de dar adeus. "Essa é a última vez que me importo, essa é a última vez que tento saber, que vejo se está bem." E fica só na promessa esses tantos adeus, e eu juro que já perdi as contas. Já se passou tanto tempo, mas no meu mundo - vulgo meu coração - fazem apenas dias, talvez horas que o relógio insiste em girar... E eu sempre acho que de uma maneira ou de outra, irei de encontrar de alguma forma, recuperar tudo o que perdi.
Tento não me culpar, analisando todos os fatos, situações e momentos (desde os bons até os ruins)... Em vão. Não posso ser culpada por um sentimento que nasceu, mas te acuso por nunca ter rejeitado. Eu carreguei o seu sorriso por tanto tempo, enquanto dizia e fazia coisas pelo preço que fosse só pra ele existir. Você nunca se recusou a sorrir. E então tudo começou, e seguiu a estrada que se construiu dentro de mim, que agora é tão difícil esquecer a maneira como percorremos. E eu lamento. Lamento por ter te conhecido, por te amar, por ter compartilhado a minha vida com você.
Eu te acuso por não ter me odiado antes, por não ter negado passar tantos momentos comigo, por ter sido meu amigo. Seria melhor nunca ter existido, do que construir memórias que hoje luto em vão para destruir.
Eu sinto saudade de quando não sabia quem era você, e hoje meu maior desejo é voltar àquela noite, e fingir que não vi você acenar.

"E quando ouvir saudade, eu estarei lá."

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Imerso no tempo

Parei de contar os dias e os meses, mas é indiferente se eu posso sentir o tempo que está passando. Às vezes ocultamos as datas e os fatos para não lembrarmos, mas dificilmente podemos fazer isso com coisas tão significantes.
Sinto como se estivesse tocando em algo tão abstrato, que jamais poderia se tornar concreto... Nem com todo o esforço do mundo. O que se destruiu não pode ser consertado, porque qualquer um sabe que é impossível um vaso quebrado voltar a ser como antes... Ou é possível? Eu nunca vou saber a verdade, pelo menos quanto a isso. Eu tenho fechado os olhos pra tantas coisas, tentando seguir tudo o que eu deveria tentar pra mim, ignorando todos os sinais como sempre. Estou errada, pois tantas vezes ignorei as evidências e sinais, e no fim me arrependi. Mas por que diabos ainda não aprendi? Talvez a culpa não seja sua como minha mente sempre denuncia, e sim da minha incrível capacidade de sempre tentar ver o lado bom das coisas e pessoas. Espero sempre o melhor de cada situação, que haverá uma boa desculpa e sincera, e que tudo vai se resolver amanhã: pensamento ingênuo. As pessoas só fazem o que querem, e eu no fundo, bem lá no fundo sei que nada é pensando no próximo.
Por que então esperar o melhor? É idiotice seguir o errado, quando sabemos o certo a se fazer. O poder da atração é tão cruel, que me cega e eu acabo me desviando. Talvez tenha nascido com defeito, ou quem sabe o mundo esteja errado, porque os olhos da bondade que deveriam dominar acabam sendo corrompidos pelas decepções e forçados a incorporarem a maldade.
 A partir daqui começo a me perder nos parágrafos, e digo mais: novamente perdi a noção do tempo. Nessa busca eterna de concretizar algo que parece não ter possibilidade, eu venho repetindo meus eternos tropeços, e não me orgulho disso. Os erros são necessários, mas a partir de qual momento  os erros deixam de ser aprendizado e suas repetições se tornam apenas repetições do que já poderíamos ter aprendido, mas continuamos insistindo em cometer? São intermináveis dúvidas.
Muitos nós em minha mente estão relacionados ao que tenho vivido nos últimos dois anos, e vejo que não me faz bem. Como (e se) vou me livrar disso, eu não sei... Só sei que depois de muito e muito tempo, tudo isso ainda será uma memória.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Te miro, disfarço, faz parte...

Fecho meus olhos e me transporto pra não muito longe, até porque sei que está sempre por perto... Na minha imaginação. Eu tenho mil motivos para achar isso, mas ao mesmo tempo acredito que é tudo ilusão. Acreditar em ilusões talvez seja bem pior do que pensei.
Dúvidas tem me cercado e me sequestrado pra bem longe de você, mas não me questione os motivos, nunca questionei os seus. Acredito que nunca tenha questionado, apenas cuspi verdades em meio a lágrimas nos seus braços naquele dia frio, naquela estação... Tanto faz detalhar agora, ou não. Você nunca questionou por não ter interesse, e eu nunca questionei pra não te afastar. Ah se eu soubesse que mesmo ocultando meus mil motivos e dúvidas, você iria pra bem longe do meu mundo! Eu queria continuar acreditando nas ilusões.
Tudo está tão diferente, mas o mesmo tempo tão igual. Os meses que chegam, vem com a mesma vontade de te ver nos finais de semana, e de conversar com você a cada manhã... Conto também com o "boa noite" que não chega mais até mim. Vontade não me falta, mas eu não suportaria te questionar e talvez afastar ainda mais, se é que ainda é possível. Poderia ser diferente, mas diferente pro melhor... E não diferentes como estranhos que somos agora. Quem me dera poder gritar todas as ilusões nas quais um dia me baseei, só pra tentar ser mais feliz, pra estar perto de você.
Te miro, disfarço com medo do meu olhar encontrar o seu, mas no fundo sei que faz parte. O medo desse encontro de olhares é desenterrar um passado não tão distante que ainda pulsa com toda a vontade de sermos juntos o que o destino se encarregou de impedir.


sábado, 2 de maio de 2015

Quanto tempo?

Quanto tempo pode demorar pra eu me esquecer do seu sorriso? Essa é uma das inúmeras perguntas que eu sei que nem tão cedo obterei a resposta. Bem longe de casa, hoje tentei me distrair e esquecer de que tudo isso está acontecendo (ou não está), em mais uma tentativa frustrada. Estava tranquilamente tentando ignorar as letras das músicas que me lembravam de como é nruim não ter mais você por perto, e estava indo bem até que o cheiro do seu perfume invadiu minha mente, e então tudo desabou. Não preciso da sua presença por perto só para esse cheiro acabar com qualquer vestígio de calma que eu possua... Eu posso senti-lo vindo de qualquer lugar, mas sei que sempre irei associá-lo a você. É tão ruim não poder esquecer, e perder o controle com coisas que poderiam ser tão normais. E eu me pergunto novamente: quanto tempo demora pra eu esquecer? Eu queria encontrar alguma justificativa, já que não acredito em tempo... Esse vilão não resolve os problemas de ninguém. 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Há um tempo danço só.

Não sei como me sentir, não sei muito bem o que pensar. Fazem vários dias que estou fora de órbita, meio que só vendo o tempo passar: tudo no piloto automático. Minha vida tá me levando, e eu nunca pensei conseguir deixar isso acontecer, já que eu sempre tentei ter o controle de tudo (e muitas vezes, o descontrole).  Eu realmente preciso deixar você ir embora com os dias?

Vamos partir pro meu mundinho de possibilidades que não quer me abandonar: e se você resolvesse ficar pra valer na minha vida, e eu não precisasse ir embora daqui? Isso sim seria um grande alívio... Ficarmos parados em relação a isso não seria uma loucura, talvez. E se tentássemos? E se eu esperasse pela "grande mudança"? São tantos os meus planos quando penso nesses meus desejos se tornando realidade. Será que você consegue ver? Eu olho pra um local fixo por minutos, tudo fica confuso, e eu percebo que nem eu posso ver ou imaginar tudo isso se tornando real. Ilusões, e nada mais que isso. Hoje comecei a perceber que fixar o olhar e pensar em tudo isso, é o mesmo que olhar pra um foco de luz que pode me cegar...E eu não posso exigir o mesmo de você.

A verdade é que há um bom tempo eu danço só, eu ando só, eu divido as minhas coisas comigo.  Egoísmo? Não, é apenas rejeição. A partir do momento em que percebi estar provocando coisas ruins, precisei entender que nem tudo poderia continuar girando em torno do meu mundo de possibilidades e otimismo: as pessoas pensam diferente de você, Gray. E por mais que tudo o que eu fazia tivesse as melhores das intenções, não servia pra quem você tanto tentava oferecer: as pessoas tem necessidades e vontades diferentes, Gray. Dá pra entender? Sim, só não quero aceitar. Eu fiz de tudo um pouco, tentei tanto, e olha só agora: dançando sozinha a música da vida, e em breve seguindo um rumo oposto ao que eu geralmente ia... Eu tô indo pro outro lado, virando as costas e partindo em breve. E o que você pensa a respeito disso tudo? Eu só queria saber se um dia a saudade vai existir ai do outro lado, porque aqui antes mesmo do adeus ela já tomou o seu lugar.




domingo, 22 de março de 2015

Talvez.

Após quase me afogar em um mar de sentimentos que eu desconhecia depois de tanto tempo sem sentir, de volta estou, ainda tentando respirar. Eu não digo que tenha algo de errado com a minha respiração no sentido literal da coisa, mas naquele ato de inspirar e me sentir tranquila, o que está sendo impossível de acontecer. Tomei coragem pra expor o que antes tinha dificuldade, e não sei se me sinto melhor depois disso. Talvez tenha sido por impulso de algo que estava sufocado dentro de mim há muito tempo, e as folhas de caderno e tinta de canetas não tenham sido fortes o suficiente pra prender meus pensamentos em uma linha reta de pensamentos e versos, que com certeza ficariam guardados na caixinha de memórias, ou debaixo da minha cama (quando eu fico com sono e desisto de escrever).
Já faz muito tempo, e para não dizer que não me lembro de datas, aprendi a decorar: 1 ano e 4 meses. Por mais que você tenha lembrado da data, e eu ter aprendido a contar isso, eu ainda procuro o momento exato em que você se tornou parte de mim, e me pergunto se posso definir isso com uma data, hora, palavra, filme ou lugar. Eu não encontro. Nunca. Só sei que se tornou, e sei que ao expulsar tudo o que habita em mim, voltarei para os meus 19 anos. Como? Porque depois que te conheci aprendi a crescer, aprendi a ver os outros, aprendi a esquecer do meu umbigo quando necessário. Aprendi a ouvir, e aprendi que nem sempre o silêncio significa esquecimento... Mas ainda me restam dúvidas de que entre todas as coisas que eu aprendi (sem sua intenção), eu realmente aprendi essa última lição. O seu silêncio realmente não significa esquecimento? Porque eu daria tudo pra ouvir sua voz em momentos como esse, e você dizer que tudo passa e que são coisas da vida. Eu juro que quando aparece esse aperto, ou qualquer alegria, a primeira pessoa que eu quero contar é com você. Mas eu preciso a qualquer custo aprender alguma coisa com esse silêncio, eu juro que estou tentando. O eco me incomoda cada vez mais, e as dúvidas se multiplicam a cada minuto silencioso em que eu lembro de todas as manhãs, tardes e noites.
Voltando do trabalho, o trânsito estava horrível, e eu dormi. Acordei com as janelas do ônibus abafadas, e eu me transportei pra outra data. O seu cheiro dominou minha mente, mas eu sei que não estava presente em lugar nenhum a não ser ali no meu psicológico. Senti saudade. Outra situação foi lembrar daquela rosa que eu nunca ganhei, mesmo tendo comentado que eu nunca ganhei uma. Ganhei um emoji, mas a rosa com seu perfume jamais... Por que? Seu significado jamais seria confundido, porque quem sente apenas sou eu.  Lembrei do mar, eu contando sobre a minha vida e você pedindo pra eu não chorar. Eu juro que não ia chorar, mas não posso te garantir que não faça isso quando voltar lá sozinha.
São em noites como hoje, que todas estão iguais. Eu sinto sua falta como se nunca mais fosse te ver, e de certa forma isso é verdade. Talvez daqui a alguns anos eu entenda o porque tudo isso se transformou nesse vácuo. Talvez daqui a alguns anos eu ainda esteja me questionando, por nunca encontrar respostas. Quantos anos significa "alguns", e por quanto tempo conviver com essa falta desnecessária? Bastaria apenas você lembrar... Ou esquecer de uma vez por todas.

Obrigada por tudo o que nunca foi. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Segunda feira

Eu só não sei por onde começar a descrever todas essas sensações. O fim de semana acaba, e com ele minha paz vai embora quando os ponteiros se cruzam no domingo. Já é segunda feira, e minha madrugada foi pesarosa demais pra eu conseguir sorrir hoje. Sei lá, acordei diversas vezes sonhando com coisas boas, que pesavam uma tonelada pra eu acreditar que poderiam ser realizadas. Acordei com um telefonema, e ali do outro lado uma voz desesperada depositou mais algumas toneladas em minha mente (e em meu coração). Doeu ouvir. "Ele se foi". Como assim ele se foi? Sem dar adeus, sem estar pronto, sem saber nem como ou porquê. Se foi, apenas acabou sua jornada aqui e ele precisou ir embora para outro lugar. Fecho meus olhos nesse instante e vejo todas as minhas memórias que você está presente, e agradeço por ter tido a oportunidade de te ter aqui. Ah, amigo... Eu queria que desse tempo de eu conquistar o que tenho lutado tanto pra conseguir, pra eu te ligar de novo e te contar a boa novidade. Mas você vai ver dai, e espero que fique feliz depois de ver que todos os seus conselhos um dia valeram a pena. Eu agradeço por tudo, e que fique registrado que isso não é um adeus, e sim um ATÉ LOGO.

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domingo, 1 de fevereiro de 2015

eu não amo você

Como eu posso dizer que te amo se não sei se a data de seu aniversário marcada é real? E sua cor favorita, seu filme favorito, e todos os seus medos que eu não sei? Acho que não posso dizer que te amo. São muitas coisas que ainda não sei, e acabo pensando que se não sei muita coisa sobre esses pequenos detalhes, não te conheço bem, portanto, não posso amar um estranho. Tudo bem, eu entendo que os dias estão passando e a cada um que vai embora a gente se estranha mais, só que é uma questão de estarmos assim, e não de sermos meros desconhecidos. A gente se conhece bem, se gosta bem, mas você não quer libertar nenhum tipo de sentimento. Não posso dizer "eu te amo" pra alguém que aborta o amor dentro de si com medo de se machucar.

Eu não amo você, só preciso. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Só pra tentar

Você já foi dormir, e eu menti estar com sono também. Achei melhor tentar fechar os olhos e tentar por uma vez me pôr no seu lugar, só pra tentar entender como você se sente. Reforço que estou tentando, e deixo claro que estou longe de conseguir compreender... Demasiadamente complexo. Eu não sei lidar.
Fechei os meus olhos por alguns minutos hoje quando acordei e me lembrei de dezembro e toda a mágica que esteve presente nele, nos fins de semana e naquela segunda com você naquele labirinto. Doeu. Abri os olhos. Quis sonhar mais um pouco.

Desculpe, mas me faltam palavras pra continuar a escrever. Vou fechar os olhos e me pôr no seu lugar, só pra tentar te entender mais uma vez. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Sem muitos detalhes, eu gostaria de descrever o que significa ter ele por perto. Desde o primeiro olhar desconhecido, quando seu nome também era um mistério, assim como um futuro reencontro. Quem é ele? É daqui? Como é o nome dele? Minhas perguntas não foram respondidas, apenas a minha mente deu um retorno automático "vidas que seguem". Esqueci por um tempo, afinal, foi tão rápido. Pessoas como ele existem aos montes, - que tola por pensar assim - foi bom conhecer uma pessoa que eu nunca mais irei ver na vida. Achei engraçado ter encanado com uma coisa tão "normal".
A simplicidade dos fatos, os casos do acaso,  problemas, trabalho, estudos, amores perdidos foram se acumulando normalmente. A vida seguiu sim, mas fez isso pra num belo dia me mostrar que segue, mas também pode retornar. E eu vi ele ali, e foi como se tivessem implantado um punhado de fogos dentro do meu estômago. Eu não esperava mais encontrar, e então, até lembrou quem eu era! "Meu Deus, ele lembra quem eu sou!"
Não sou uma pessoa daquelas marcantes, ou que por onde passo vão sempre lembrar de mim. Foi surpresa mesmo, eu juro que não esperava. Aquele ar de simplicidade me tomou, eu fiquei feliz, porém, não conseguia expressar tanto assim porque outras coisas ali no local me chateavam (e muito). 
A euforia veio com o tempo, e o medo de nunca mais ter aquela presença por perto. O amor veio com o tempo, com o medo de perder ele pra sempre. Me achei imbecil por considerar aquilo amor, mas hoje eu penso: o que seria, senão amor? 
Isso vai além dos dias, ao perceber que sua presença (em carne ou espirito) inquieta desde os meus olhos que nunca sabem pra onde olhar, até os pés que insistem em se sacudirem incessantes a procura de alguma calma ou alívio. Engano meu foi achar que você era como as outras pessoas... Porque não é. A  simplicidade em cada olhar, palavra, toque ou brincadeira deixa muito evidente que está bem longe de ser alguém comum. Talvez um dia eu consiga  dizer a ele que é alguém que não me abala em nada, que não provoca sensação alguma... Mas não agora. Em alguns dias é o que mais desejo, porém, em questão de segundos esse desejo se transforma em uma necessidade de encarar aquele olhar.
Sem mais delongas, te ele por perto é algo único. É me sentir feliz mesmo quando estou na merda,  sorrir quando estou na TPM, chorar sem medo, esperar ser abraçada, e me arrastar pela semana só pra esperar por aquele sorriso. Não ter ele por perto, é a mesma coisa que ter: pois já não há memória onde não está, não há dia que não faça parte, e não há amor que possa substituir. Ter ele por perto é o mesmo que poder voar sem ter asas, e assim eu sigo, voando para um destino incerto só pra ter ele por perto.