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Sem muitos detalhes, eu gostaria de descrever o que significa ter ele por perto. Desde o primeiro olhar desconhecido, quando seu nome também era um mistério, assim como um futuro reencontro. Quem é ele? É daqui? Como é o nome dele? Minhas perguntas não foram respondidas, apenas a minha mente deu um retorno automático "vidas que seguem". Esqueci por um tempo, afinal, foi tão rápido. Pessoas como ele existem aos montes, - que tola por pensar assim - foi bom conhecer uma pessoa que eu nunca mais irei ver na vida. Achei engraçado ter encanado com uma coisa tão "normal".
A simplicidade dos fatos, os casos do acaso,  problemas, trabalho, estudos, amores perdidos foram se acumulando normalmente. A vida seguiu sim, mas fez isso pra num belo dia me mostrar que segue, mas também pode retornar. E eu vi ele ali, e foi como se tivessem implantado um punhado de fogos dentro do meu estômago. Eu não esperava mais encontrar, e então, até lembrou quem eu era! "Meu Deus, ele lembra quem eu sou!"
Não sou uma pessoa daquelas marcantes, ou que por onde passo vão sempre lembrar de mim. Foi surpresa mesmo, eu juro que não esperava. Aquele ar de simplicidade me tomou, eu fiquei feliz, porém, não conseguia expressar tanto assim porque outras coisas ali no local me chateavam (e muito). 
A euforia veio com o tempo, e o medo de nunca mais ter aquela presença por perto. O amor veio com o tempo, com o medo de perder ele pra sempre. Me achei imbecil por considerar aquilo amor, mas hoje eu penso: o que seria, senão amor? 
Isso vai além dos dias, ao perceber que sua presença (em carne ou espirito) inquieta desde os meus olhos que nunca sabem pra onde olhar, até os pés que insistem em se sacudirem incessantes a procura de alguma calma ou alívio. Engano meu foi achar que você era como as outras pessoas... Porque não é. A  simplicidade em cada olhar, palavra, toque ou brincadeira deixa muito evidente que está bem longe de ser alguém comum. Talvez um dia eu consiga  dizer a ele que é alguém que não me abala em nada, que não provoca sensação alguma... Mas não agora. Em alguns dias é o que mais desejo, porém, em questão de segundos esse desejo se transforma em uma necessidade de encarar aquele olhar.
Sem mais delongas, te ele por perto é algo único. É me sentir feliz mesmo quando estou na merda,  sorrir quando estou na TPM, chorar sem medo, esperar ser abraçada, e me arrastar pela semana só pra esperar por aquele sorriso. Não ter ele por perto, é a mesma coisa que ter: pois já não há memória onde não está, não há dia que não faça parte, e não há amor que possa substituir. Ter ele por perto é o mesmo que poder voar sem ter asas, e assim eu sigo, voando para um destino incerto só pra ter ele por perto.

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