domingo, 5 de janeiro de 2014

E o que sinto é medo?

Tenho a sensação de tudo estar acontecendo muito rápido, como sempre. Eu simplesmente não consigo controlar a velocidade dos fatos, e então sempre tenho medo de perder o controle da situação. Dessa vez está tudo um pouco diferente, porque já passei várias vezes pelas mesmas situações, e sei como pode terminar, da mesma forma que por intervenção do destino possa terminar diferente e tudo ter um final feliz. Mas e então, poderia mudar alguma coisa? Então tá, vou tentando falar menos, acreditar menos, e confiar mais somente em mim. Primeiro dia: tudo certo! Segundo: eu não fiz absolutamente nada, mas obtive os resultados desejados. Terceiro... Igualzinho como sempre faço. Horas e horas de conversação, mas sentindo alguma coisa diferente, uma confiança misturada com familiaridade. Dá pra entender? Não! Mas não posso cobrar a compreensão de outro ser, quando não entendo nem as minhas ideias e reações perante algumas pessoas que surgem na minha vida. E então fui cedendo a confiança, e cada palavra trocada, era como se esses dias fossem alguns meses, e então todos em casa. E entre uma frase e outra, quando me dei conta já era 2014... A grande madrugada de festejos, o primeiro dia de um ano novinho em folha pra fazer história. E então no primeiro dia de 2014 não foi diferente dos últimos de 2013: conhecendo mais e mais, e gostando mais e mais do desconhecido. É bem estranho me deixar levar por isso, mas também não consigo lutar contra. Depois de tantos meses lamentando uma partida, perdendo o meu tempo com pessoas vazias, aparece uma pessoa que mostra ser bem diferente de todos os outros. Eu não sou de ferro, mas também sei que devo ser forte em algumas situações. Mas voltando a 2014, foi bem legal ao vivo e a cores. Algo bem desconhecido mesmo, fazia muito tempo que eu não fazia algo do tipo. Horário marcado, e sem saber o que aconteceria? Eu queria dizer que não estava curiosa/nervosa/ansiosa/amedrontada. É como entrar em uma sala escura onde você nunca esteve antes: você não sabe onde estão as coisas, onde pisar sem ter medo de cair, onde terá um obstáculo, e como vai sair dali. Queria que fosse diferente, mas essas coisas na vida a gente tem que passar. Falando em ''passatempo'', o que mais que amedronta é os dias estarem passando e a cada hora eu estar mais insegura de tudo. A insegurança não é por ser quem eu sou, ou pelo que dirá de mim... E sim por não saber o que vai acontecer, mesmo sabendo que isso ninguém pode prever. A vida é cheia de escolhas e caminhos, é claro. Isso aprendemos assim que nascemos, mas difícil mesmo é lidar com todos esses obstáculos. Nesses caminhos, uma rua que viramos já conta como decisão, um adeus torna muita coisa diferente, e um não pode separar duas vidas pra sempre. E então... Acho que o meu medo é realmente o não.