sábado, 16 de junho de 2012

Você odiava azeitonas, gostava de videogames, e dizia que o meu perfume tinha cheiro de cereja... E então, eu forcei minha mente a acreditar que você realmente poderia ser a pessoa certa.
Você aceitou minha timidez, brincou com o meu ego, e me fez sentir tudo o que eu tinha esquecido.
Primeiro eu sentia um ponto, hoje o ponto tomou conta. Tudo bem, eu sei que nunca devemos confiar em ninguém, e nem construir nada até ter certeza de que é a coisa certa a se fazer. Eu nunca fiz nada sozinha, nunca criei essas esperanças, nunca surgiu sentimento em mim sem motivos... Você estava comigo.
Mesmo sumindo às vezes, mesmo me magoando sempre. Algum dia você iria me ligar, eu sei... Nem que fosse depois de um fim de semana, nem que fosse depois de dias com a mesma desculpa do seu aparelho. E eu me forçava a acreditar que você era a pessoa certa.
Há exatamente um mês atrás, eu já não precisava forçar nada, pois estava tudo em perfeita sincronia: nossos encontros, as ligações... E tudo o que nunca deveria ter existido.
E agora você se foi sem dar tchau, quando não devia nem ter dado olá.

Goodbye, my almost lover.