quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Never give up

Há tanto tempo sem me sentir assim, que mal sei como começar a desabafar entre mil letras que em minha cabeça só parecem palavras embaralhadas sem sentido algum. Mas pensando bem, as coisas são bem simples: só não consigo me entender. Hoje pela manhã enquanto caminhava, comecei a relembrar de muitas coisas, das quais eu nunca fiz muita questão. Gestos simples, que senti saudade... Muita saudade, mesmo! Dá pra entender? Até dá. Sinto saudade do que me fez bem um dia, e até há um tempo atrás eu trocaria a eternidade por 1 ano atrás, quando tudo parecia estar em perfeita sincronia.
Mas e ai? O que aconteceu, Gray? Eu estava acostumada a manter o controle de todas as situações, até descobrir que nada disso é possível. Eu achava que manter o controle sobre tudo, me proporcionaria estabilidade, o que hoje reconheço com toda a certeza (ou nem tanta) que era uma ilusão. Um mundinho existente somente na minha cabeça, onde tudo planejado dava certo, tudo bem elaborado era perfeito, e... BOOOM! Uma enxurrada de acontecimentos que conseguiram contradizer tudo isso.
A verdade é que a gente cresce, e a cada descoberta, essas mil cores do nosso mundinho vão se esvaindo. Algumas pessoas colecionam decepções como forma negativa, mas eu faço diferente (ou pelo menos, eu tento). Ninguém tem culpa do nosso amor de novela não ter dado certo, do príncipe ser um sapo, ou de qualquer outra coisa ter dado errado em nossa vida. Muitas vezes, nem nós mesmos conseguimos controlar, o que é bom... O inesperado é sempre bom, o problema está na maneira que você reage nesse encontro. Não podemos controlar nada, nem mesmo o amor.
Libertei o amor, mas não aprisionei o ódio. Apenas libertei, pra ser livre em outro lugar, pra ter como se expandir... Crescer de outra forma, a qual eu não conseguiria lhe proporcionar. Esclareci coisas em mim, que só eu poderia solucionar, e, outras, não sei nem por onde começar.
Um emaranhado de pensamentos sempre me leva a um só lugar: o núcleo da persistência. Porque não importa o quanto esteja confusa, perdida, angustiada, ou triste... Pensar é sempre bom. Mesmo que não faça sentido pros outros, suas atitudes decidem seu futuro, e você é eternamente responsável por isso. Concluo assim, sem mais, nem menos. Algumas palavras ainda estão flutuando sem sentido aqui dentro.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Atravessar

Estava andando por onde costumávamos sempre passar, e quando o farol fechou pra atravessar, fixei meus olhos nessa barreira, e tudo paralisou. Não haviam carros passando por esse lado, ou qualquer risco, mas eu me lembrei de tantas coisas... Me lembrei de você. Poderia ter atravessado, mas como um fantasma, você parecia segurar minha mão pedindo pra esperar o sinal ficar verde, pois é perigoso se arriscar por causa de alguns segundos. E aqueles segundos esperando finalmente o sinal abrir, duraram horas em minha cabeça, como se tivesse me transportado pra alguns meses atrás quando segurei sua mão pela primeira vez. Chega a ser agonizante tal sensação, pois sei que nem tão cedo terei você de volta, por uma questão de nós não termos "tempo"... O tal tempo que sempre me impediu de ser feliz, o mesmo que mentiu e dissimulou sobre o que era a felicidade antes de te encontrar. As risadas, as vergonhas, as madrugadas, e todas as impossibilidades que por algum tempo tentamos realizar. Pra onde vai tudo isso? Tem volta, daqui há algum tempo? Não acredito que esse encontro não tenha motivo,ou razão. Mas e então, qual seriam, se não podemos estar juntos mesmo sentindo tanto? Talvez não seja o suficiente, ou seja o momento. Eu espero realmente me acostumar com essa ausência, já que todos esses lugares não parecem ter a mesma cor, e as graças ausentes em todos ao meu redor. E então, depois desses tantos pensamentos, abraço mentalmente todas as nossas memórias para o farol abrir mais rápido,e finalmente atravessar... Pra bem longe daqui.

terça-feira, 17 de junho de 2014

S

Como pode uma letra dar origem a tantas palavras de significados tão profundos? Saudade, sufoco, solidão... São tantas. Eu não me importaria com as duas últimas citadas, mas no caso, elas são apenas companheiras da saudade. Saudade de que, por que, pra quem, pra que e como? Simplesmente de alguém, pela distância que se formou entre nós, sem explicação e apenas sentindo. Eu nem sei como explicar pra mim o que isso significa, porque só de pensar já tenho a resposta. Esquecer nunca foi o meu forte, e por isso talvez você me considere fraca. Eu não sou fraca, apenas insisto no que quero e em quem me importa. Saudade... de dois dias atrás, mas também do último beijo dado e da raiva que eu sentia de você antes de te ver de novo e me derreter outra vez. Seria bem mais fácil se essa distância que se formou se auto destruísse, e eu não precisasse passar por tantas guerras frias - teu descaso - para entender o motivo disso tudo. Dói pensar que o gelo tenha se formado pelos quilômetros que nos separam, mas dói muito mais quando penso que talvez o interesse apenas tenha Sumido... Com o mesmo S de saudade que de você eu sempre sinto.

domingo, 5 de janeiro de 2014

E o que sinto é medo?

Tenho a sensação de tudo estar acontecendo muito rápido, como sempre. Eu simplesmente não consigo controlar a velocidade dos fatos, e então sempre tenho medo de perder o controle da situação. Dessa vez está tudo um pouco diferente, porque já passei várias vezes pelas mesmas situações, e sei como pode terminar, da mesma forma que por intervenção do destino possa terminar diferente e tudo ter um final feliz. Mas e então, poderia mudar alguma coisa? Então tá, vou tentando falar menos, acreditar menos, e confiar mais somente em mim. Primeiro dia: tudo certo! Segundo: eu não fiz absolutamente nada, mas obtive os resultados desejados. Terceiro... Igualzinho como sempre faço. Horas e horas de conversação, mas sentindo alguma coisa diferente, uma confiança misturada com familiaridade. Dá pra entender? Não! Mas não posso cobrar a compreensão de outro ser, quando não entendo nem as minhas ideias e reações perante algumas pessoas que surgem na minha vida. E então fui cedendo a confiança, e cada palavra trocada, era como se esses dias fossem alguns meses, e então todos em casa. E entre uma frase e outra, quando me dei conta já era 2014... A grande madrugada de festejos, o primeiro dia de um ano novinho em folha pra fazer história. E então no primeiro dia de 2014 não foi diferente dos últimos de 2013: conhecendo mais e mais, e gostando mais e mais do desconhecido. É bem estranho me deixar levar por isso, mas também não consigo lutar contra. Depois de tantos meses lamentando uma partida, perdendo o meu tempo com pessoas vazias, aparece uma pessoa que mostra ser bem diferente de todos os outros. Eu não sou de ferro, mas também sei que devo ser forte em algumas situações. Mas voltando a 2014, foi bem legal ao vivo e a cores. Algo bem desconhecido mesmo, fazia muito tempo que eu não fazia algo do tipo. Horário marcado, e sem saber o que aconteceria? Eu queria dizer que não estava curiosa/nervosa/ansiosa/amedrontada. É como entrar em uma sala escura onde você nunca esteve antes: você não sabe onde estão as coisas, onde pisar sem ter medo de cair, onde terá um obstáculo, e como vai sair dali. Queria que fosse diferente, mas essas coisas na vida a gente tem que passar. Falando em ''passatempo'', o que mais que amedronta é os dias estarem passando e a cada hora eu estar mais insegura de tudo. A insegurança não é por ser quem eu sou, ou pelo que dirá de mim... E sim por não saber o que vai acontecer, mesmo sabendo que isso ninguém pode prever. A vida é cheia de escolhas e caminhos, é claro. Isso aprendemos assim que nascemos, mas difícil mesmo é lidar com todos esses obstáculos. Nesses caminhos, uma rua que viramos já conta como decisão, um adeus torna muita coisa diferente, e um não pode separar duas vidas pra sempre. E então... Acho que o meu medo é realmente o não.