quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Talvez a melhor lembrança

Desculpe, já passou da meia noite mas ainda não é tarde demais. Preciso correr antes que seja duas da manhã, pois sabemos o que isso significa.
Só bateu uma leve impressão da leveza que você sempre trouxe e continua trazendo pra minha vida, mesmo em circunstâncias diferentes. Você involuntariamente me faz querer lembrar das coisas boas, e com a mais absoluta certeza elas anulam as ruins.
Eu nunca soube lidar com finais de maneira saudável e leve, mas até nisso me esforcei para ser diferente dessa vez.

Assisti pela segunda vez todos os episódios de HIMYM, desesperada por lembranças boas, recuperar frases, ou apenas tentar ver o lado do que acontece na série que eu não quis concordar de jeito nenhum da primeira vez... E lendo um artigo aleatório hoje finalmente entendi. Me desculpe de novo, porque a essa altura não sei bem o que concluí, mas posso dizer que aceitei e fiquei feliz por Ted e Robin estarem juntos. É que o tempo não destruiu o que era pra acontecer.

Com a leveza que Mosby deve ter sentido quando com muito custo se despediu do relacionamento com Scherbatsky pela primeira vez - e depois soube que era o melhor pra tudo continuar de pé - eu deixo que meu coração sinta o mesmo. Não adianta querer furar as pedras com água, pois sabemos onde isso nos leva.

Sempre temos dois caminhos para seguirmos diante de uma decisão: o correto (que nem sempre é indolor) e o errado (que com certeza nunca nos dá paz).
Pela primeira vez escolho o correto diante dessa situação... E agradeço. Agradeço por ser minha melhor lembrança, alguém que amo e posso lembrar com uma saudade boa e que ainda desejo manter por perto. Manter sempre por perto.
Abrir mão de certas coisas nos fazem evitar estragos maiores, e nada como o velho e bom colírio da dança dos dias nos mostrar isso.❤

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Rota de fuga

Só estou arrumando um jeito de traçar uma rota de fuga para que tudo o que eu sinto, toda vez que a saudade vem a tona, ter pra onde ir. Não posso esconder tudo de uma maneira simples, então, é preciso ao menos tentar fugir (a tentativa quase sempre é falha).
Não foi uma vez. Talvez duas, três, ou eu já tenha perdido a conta de quando perdi o controle da situação. Quantas vezes mesmo eu tentei me convencer que tudo o que aconteceu foi apenas pro bem? E então segui por algumas horas, um período escrotinho que nunca dura muito, porque alguma notificação das minhas redes sociais vai fazer o papel perfeito de notificar que você ainda existe. Que você ainda continua vivendo a sua vida, e só quem parou no tempo fui eu. Que talvez você esteja vivendo um novo amor, e eu continuo sentindo o mesmo de antes. Que eu sou a pessoa mais substituível possível... e quem me dera poder dizer o mesmo.
Essa rota de fuga é com destino a um lugar que criei em minha mente, onde eu posso ver uma foto nova e ficar feliz por isso, ou olhar pras nossas recordações e fotos na minha caixinha e chorar de saudade por algo que foi bom, e ser grata pelos momentos que pude viver com você. Nesse caminho também posso ver publicações suspeitas, e achar que são apenas músicas e que não há mais ninguém... porque posso confiar quando me disse que sem ninguém seria melhor, e pegar o metrô do lado errado a vontade porque você está lá pra rir de mim, e me guiar pro lado certo.
Logo tudo vem a tona. Me pego pensando em mais coisas do que deveria, e sinto muito por não mais fazer parte da sua vida. Mas você ainda faz parte da minha.
Precisei escrever aqui o que com certeza seria mais uma carta. As palavras gritam.