quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Rota de fuga

Só estou arrumando um jeito de traçar uma rota de fuga para que tudo o que eu sinto, toda vez que a saudade vem a tona, ter pra onde ir. Não posso esconder tudo de uma maneira simples, então, é preciso ao menos tentar fugir (a tentativa quase sempre é falha).
Não foi uma vez. Talvez duas, três, ou eu já tenha perdido a conta de quando perdi o controle da situação. Quantas vezes mesmo eu tentei me convencer que tudo o que aconteceu foi apenas pro bem? E então segui por algumas horas, um período escrotinho que nunca dura muito, porque alguma notificação das minhas redes sociais vai fazer o papel perfeito de notificar que você ainda existe. Que você ainda continua vivendo a sua vida, e só quem parou no tempo fui eu. Que talvez você esteja vivendo um novo amor, e eu continuo sentindo o mesmo de antes. Que eu sou a pessoa mais substituível possível... e quem me dera poder dizer o mesmo.
Essa rota de fuga é com destino a um lugar que criei em minha mente, onde eu posso ver uma foto nova e ficar feliz por isso, ou olhar pras nossas recordações e fotos na minha caixinha e chorar de saudade por algo que foi bom, e ser grata pelos momentos que pude viver com você. Nesse caminho também posso ver publicações suspeitas, e achar que são apenas músicas e que não há mais ninguém... porque posso confiar quando me disse que sem ninguém seria melhor, e pegar o metrô do lado errado a vontade porque você está lá pra rir de mim, e me guiar pro lado certo.
Logo tudo vem a tona. Me pego pensando em mais coisas do que deveria, e sinto muito por não mais fazer parte da sua vida. Mas você ainda faz parte da minha.
Precisei escrever aqui o que com certeza seria mais uma carta. As palavras gritam.


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