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Escrevi mil coisas e apaguei tudo, mas me esqueci que quando falamos de sentimentos não há certo ou errado em dizer.

Estou aqui de novo com aquela sensação esquisita, que da última vez que quebrei a cara prometi que faria de tudo para não sentir de novo. Mas e aí, como eu controlo?
É estranho, involuntário... Quando menos esperava, já estava sentindo de novo. O balão não para de crescer, o ar não para de faltar, e esse vazio a cada minuto ocupa um espaço maior ainda. Me sinto mal por não saber lidar, por não saber interpretar que quando você me diz que é pedra, realmente é pedra... E minhas ondas batendo não vão te amolecer.

Demonstro. Com medo, nas entrelinhas, mas demonstro. Eu sou assim, e cedo ou tarde iria fazer, porque não vejo problemas em demonstrar o que eu sinto, o que é bonito e temos que realmente mostrar. Minutos depois eu sempre espero o arrependimento, mas ele não chega. Dias depois ele vem, quando analiso os fatos e seu comportamento estranho. 

Me importo. Com os dois pés atrás, sei que não deveria me preocupar com alguém que mal conheço, com alguém que mostra um lado tão seguro e responsável. Talvez você nem queira que eu me importe, que eu só sou uma chuva passageira no seu verão iluminado e caloroso.

Espero. E que ruim é esperar! Uma notícia, uma mensagem, ou qualquer coisa que me faça ver que você se importa, ou que não... Afinal, a essa altura qualquer coisa é válida.

Me sinto estranha por estar sentindo algo dessa forma, porque eu já passei por isso tantas outras vezes, que simplesmente deveria ter aprendido a ler os sinais e saber quando é hora de ir embora. Mas alguma coisa me faz ficar, me faz querer tentar, quando tudo o que deveria fazer era fugir.

E agora eu fugi. Tchau, adeus, não te espero mais.
Minhas pernas se movem rápido demais, e os pensamentos... Nem consigo te contar.
Eu fugi. Tchau, adeus.
Eu fugi do que não tem futuro.
Eu fugi do que me sufoca.
Eu estourei o balão da agonia, e agora não há mais nada que me faça flutuar nessa atmosfera de ilusões.

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