Analiso uma música, ou melhor, eu tento. Mil tentativas de encontrar uma tradução nelas, a que mais reflete minha atual situação. Dou uma pausa, até porque as músicas não são um espelho e minhas dúvidas não podem ser refletidas, mas sim multiplicadas. Um questionamento me leva a outro, e isso me preocupa... Onde está o fim? Paro de me perguntar durante alguns minutos, e meus pensamentos pesam. Algo parecido com o nevoeiro que está lá fora, esse chove e não molha. Ansiedade, loucura, ódio, insegurança, medo, timidez. Mil e um pensamentos, parte perdidos, uma parte roubada. E procurando palavras pra convencer qualquer pessoa de que estou no lugar certo e no tempo errado, eu penso que poderia tentar parar de convencer os demais, e atender às necessidades de minhas convenções. Esse modo destemido em escrever, poderia muito bem funcionar ao falar. Meus pensamentos viram tristeza, é uma metamorfose quase que involuntária. Eu olho para alguns lugares e tento imaginar algo a mais nos mesmos. Espaços vazios, que horas são agitados, outras solitários (especialmente quando estou os observando). Esses lugares poderiam falar, e contar tudo o que acontece, não é? São poucas pessoas que pensam em coisas assim, não que eu queira me sentir um ser superior por pensar em uma coisa tão inútil. Protesto... É inútil pra você! Sempre dei valor aos sentimentos, levando-os em primeiro lugar na minha vida. Penso, penso e logo DESISTO. São tantos problemas, tantos questionamentos. E então começo a pensar nesses espaços vazios, e como deveriam ser definitivamente preenchidos. Como penso muito, acabo relacionando o espaço material, com as lacunas dentro de mim. O coração sempre foi um símbolo, não certamente se ele é o centro das emoções. Mas enfim, desvio o assunto novamente. Mania? Não, é um vício. Lacunas são espaços vazios, certo? Estou certa, não venha me acusar por não conseguir preenchê-los durante todo o tempo. Mas se foram feitos para serem ocupados por algo, porque esse vazio tão grande? Agora eu estou falando de um cubo, mas mudo a qualquer momento para falar do interior de um corpo. Vejo flashes das pessoas conversando, sorrindo ou apenas em silêncio... Solidão. Não que isso seja para sempre, não no cubo. Quer saber? Cansei de falar da minha dor. Estou tentando expô-la, mas é difícil. Tento outra vez, quem sabe amanhã. Hoje se acabaram as justificativas para um sofrimento que estava predestinado. . My depression, my reason. Could you understand it, please? I need your help.
Quando a gente se acostuma a se relacionar com uma pessoa, o término pode dar aquela amostra grátis do fim do mundo: a gente acha que pode até morrer de amor e de saudade (morre nada, linda! Tô vivíssima), que nunca mais vamos encontrar alguém "que te entenda, complete e blablabla". A verdade é que isso é tudo lorota. Existem 63764874638263828473737382482 pessoas no universo, e com certeza alguém melhor (ou quem sabe até um sósia) você vai encontrar. A gente fica na bad por dias, meses, emagrece, tenta ficar mais bonita pra ver se aquele "the one" volta. Mas vou te dar uma triste notícia: ele não volta. Não volta porque se acabou de um jeito trágico, nem deve voltar, e se voltar vai dar merda! A gente também acha que o mundo vai acabar, mas não acaba (não por causa de um boy). O que eu já percebi é que depois de um tempo a gente não sente falta daquela pessoa em especial: a falta é de ter alguém, quem sabe até melhor. Alguém pra te acompanhar e dividir o fa...

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