E ainda faltavam cinco minutos, ou mais. As batidas do coração aceleravam feito algo fora de controle. E o que ela podia fazer? Respirar fundo, e seguir. Afinal, seria tão difícil tornar realidade o que esperou dentro de tantas semanas? Na verdade semanas tão longas, que juntas formavam um mês e alguns dias. Nada fora do normal, ou sim. Até porque essas coisas ficam marcadas nela, a mesma que se acha idiota. Chegou a hora, vamos lá, menina! Corra ao ponto de encontro, esqueça suas dores passadas e suas palavras perdidas. E assim foi, com se estivesse correndo atrás do vento. Algo de diferente aquele dia expressava, fazia tanto tempo que ela não sentia tudo isso... stop. Medo. Hey garota, você vai deixar isso realmente te atacar? E onde está sua força de vontade? Aprenda de uma vez por todas que o medo é o alicerce da covardia. E assim foi, até que suas pernas travassem, e o mundo parasse. Vá, corra. Algo não a deixava andar, algo não a deixava respirar calmamente. O que aconteceu? Nem ela mesmo sabe. Segundos depois sua pura covardia se transformou novamente na coragem, e foi. Digamos que foram um dos melhores minutos de dezembro. E parecia que ela já o conhecia há tanto tempo... sem ao menos tem certeza de nada. Andou, riu, corou... e está continuando, onde quer que os caminhos a levem.
Quando a gente se acostuma a se relacionar com uma pessoa, o término pode dar aquela amostra grátis do fim do mundo: a gente acha que pode até morrer de amor e de saudade (morre nada, linda! Tô vivíssima), que nunca mais vamos encontrar alguém "que te entenda, complete e blablabla". A verdade é que isso é tudo lorota. Existem 63764874638263828473737382482 pessoas no universo, e com certeza alguém melhor (ou quem sabe até um sósia) você vai encontrar. A gente fica na bad por dias, meses, emagrece, tenta ficar mais bonita pra ver se aquele "the one" volta. Mas vou te dar uma triste notícia: ele não volta. Não volta porque se acabou de um jeito trágico, nem deve voltar, e se voltar vai dar merda! A gente também acha que o mundo vai acabar, mas não acaba (não por causa de um boy). O que eu já percebi é que depois de um tempo a gente não sente falta daquela pessoa em especial: a falta é de ter alguém, quem sabe até melhor. Alguém pra te acompanhar e dividir o fa...

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