E é isso o que sempre vai sobrar no fim da noite. Pés machucados, pernas doloridas, tímpanos surdos e neurônios entorpecidos por qualquer substância que dê prazer. Ou que traga dor depois, eu sei. Tento me enganar, e consigo. Ludibriar minha mente, ludibriar amigos, ludibriar garotos... sempre. Dor com dor se paga. E a noite toda passou, os olhos só puderam ver luzes sem sentido, a boca sentiu lábios estranhos, e as mãos e o corpo tentaram encontrar algo familiar. É claro que isso nunca iria acontecer, pois me acostumei a não sentir as pessoas de verdade. Tento me recordar de quanto tempo eu não abandono essa zaragata para pensar em meu velho romance, e logo tenho respostas. As respostas estão em meus olhos, a resposta está na ausência de palavras escritas. Há quanto tempo eu não penso, mesmo? Alguns meses, talvez. Ou anos, épocas em que eu não vivi. Saudade de um tempo em que eu poderia ser uma pessoa melhor, uma pessoa que não levasse dor à ninguém. A verdade pura, nua e crua é que eu virei escrava da minha dor, e ninguém pode me salvar. Eu sou o monstro que eu criei.
Quando a gente se acostuma a se relacionar com uma pessoa, o término pode dar aquela amostra grátis do fim do mundo: a gente acha que pode até morrer de amor e de saudade (morre nada, linda! Tô vivíssima), que nunca mais vamos encontrar alguém "que te entenda, complete e blablabla". A verdade é que isso é tudo lorota. Existem 63764874638263828473737382482 pessoas no universo, e com certeza alguém melhor (ou quem sabe até um sósia) você vai encontrar. A gente fica na bad por dias, meses, emagrece, tenta ficar mais bonita pra ver se aquele "the one" volta. Mas vou te dar uma triste notícia: ele não volta. Não volta porque se acabou de um jeito trágico, nem deve voltar, e se voltar vai dar merda! A gente também acha que o mundo vai acabar, mas não acaba (não por causa de um boy). O que eu já percebi é que depois de um tempo a gente não sente falta daquela pessoa em especial: a falta é de ter alguém, quem sabe até melhor. Alguém pra te acompanhar e dividir o fa...

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