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Estrada perdida, porta sem chave.



Tempo perdido, mente enganada... qualquer lembrança vaga de quem um dia aqui viveu. Penso em todas as coisas que já aconteceram, e me esqueço de muitas partes. É como se fosse uma fita velha, que você não pode ver tudo. Lembro de alguns sorrisos, algumas memórias fotografadas. O portão se abrindo, você indo embora, todos sorrindo no meu 8º aniversário, meus passos descompassados com a minha avó na cozinha. Eu queria voltar, na verdade, eu nunca quis ir embora desses lugares. Mas o que fazer? É confuso e irreal, e é arriscado tentar voltar atrás. A insanidade me ataca pelas costas.





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