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Eu não posso te recompor, é verdade. Mas e se eu tentasse? Seria mais um desafio, o qual eu aceitaria de peito aberto. Mas não posso fazer isso quando a vontade de ser feliz não vem de você. Como vou deixar meu medo, se você não deixa o seu? São realmente muitas perguntas. Substituir você é possível, aproveito que ainda é cedo. Mas quando penso em como foi espontâneo nosso encontro e o quanto tem me feito feliz,  é triste pensar em uma coisa do tipo.
Opiniões formadas começam a me atacar, frases desajustadas, músicas que me transportam para todos os dias que eu te vi. Mas por que mesmo estou focalizando isso, como se fosse o único objetivo da minha vida? Porque escrever no papel não basta, ensaiar no espelho muito menos, a vontade de mudar tudo me domina. Calada eu tento planejar alguma coisa, mas logo eu sinto a necessidade de te contar tudo o que me passa pela cabeça, e então começa a tempestade outra vez. O céu hoje demonstrou como estou, e a chuva é só mais um sinal do que está por vir: muita água ainda vai rolar. Não que eu queira que essa tal água escorra pela minha face, ou pela sua. Nenhum dos dois merece isso. Tem coisas que eu não consigo esquecer, e eu sei que pra você também não é fácil.
Mas se a vida acaba a cada segundo, por que não gastá-los de maneira irracional às vezes? Sentir qualquer coisa já é tal ato. E então por que não desperdiçar cada segundo tentando? Lutar nunca foi demais, e nunca será. E ao fechar aos olhos, me transporto para o momento em que eu pensei que jamais alguma coisa aconteceria entre dois corpos que se encontraram tão inesperadamente.

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