Como outra qualquer. Hoje eu sonhei com você, e eu não sei mais o que pensar. Como pude me tornar assim tão dependente, tão frágil? Um copo como qualquer outro, algumas garrafas, cigarros e alguns amigos... não exatamente amigos, já que faz tão pouco tempo. A verdade é que não sei o que de fato estava fazendo ali, já que minha pretenção inicial tinha desaparecido. As horas pareciam não passar, e de repente meu celular tocava desesperado, com uma pessoa tentando me localizar.. sim, o meu herói estava tentando saber onde sua pequena estava, e queria ela em casa naquela hora. Voltando pra casa, quis saber onde estava, a menina já não sabia se estava ali ou em outro espaço. Estava perdida, um corpo vagando pela eternidade de caminhos e quilômetros que pareciam tão mutáveis a cada minuto, segundo, ou milésimo. E aquela era a milésima vez que pensava em uma solução para toda aquela confusão, e como arrumar tempo para fazer tudo o que precisava. Maldito relógio, já marcava um horário excedido... meia noite e meia, em ponto. Aqueles ponteiros a desesperavam, pois estavam sincronizados a toa. Era incrível como até um objeto (irracional) conseguia superar a capacidade dela mesma controlar sua vida. Tudo bem, já era outro dia e ela se via na mesma situação: voltando para casa, em um dia que fora perdido, como todos os outros pois ela não conseguiu mais uma vez controlar seu tempo e sua vida. E via aquela senhora, aquela pobre, fétida e triste senhora falando em uma língua qualquer, desconhecida.. sobre suas dores e amores, suas lutas e fracassos. E então imaginou-se em seu lugar, e como seria seu futuro. Parou para chorar, mas sabia que o mundo continuaria girando, e o relógio rugindo. Se afundou no banco daquele transporte para outros tempos, e assim finalizou seu dia, como todos os outros: cansada de não ter nenhuma boa história para contar.
Quando a gente se acostuma a se relacionar com uma pessoa, o término pode dar aquela amostra grátis do fim do mundo: a gente acha que pode até morrer de amor e de saudade (morre nada, linda! Tô vivíssima), que nunca mais vamos encontrar alguém "que te entenda, complete e blablabla". A verdade é que isso é tudo lorota. Existem 63764874638263828473737382482 pessoas no universo, e com certeza alguém melhor (ou quem sabe até um sósia) você vai encontrar. A gente fica na bad por dias, meses, emagrece, tenta ficar mais bonita pra ver se aquele "the one" volta. Mas vou te dar uma triste notícia: ele não volta. Não volta porque se acabou de um jeito trágico, nem deve voltar, e se voltar vai dar merda! A gente também acha que o mundo vai acabar, mas não acaba (não por causa de um boy). O que eu já percebi é que depois de um tempo a gente não sente falta daquela pessoa em especial: a falta é de ter alguém, quem sabe até melhor. Alguém pra te acompanhar e dividir o fa...

Se hoje...
ResponderExcluirBelas e sentidas as tuas letras...
:)